Ataques de Pânico — NeuroPsyque

ATAQUES DE PÂNICO

Avaliação especializada e tratamento para os Ataques de Pânico em Lisboa

O QUE SÃO ATAQUES DE PÂNICO?

Avaliação psiquiátrica dos Ataques de Pânico — NeuroPsyque Lisboa

Um "falso alarme" no sistema nervoso

Um ataque de pânico é um episódio súbito e intenso de medo avassalador que desencadeia reações físicas severas, mesmo quando não existe um perigo real aparente. Ocorre quando a resposta natural de "luta ou fuga" do cérebro dispara de forma errática. A sensação física é tão intensa que a pessoa frequentemente acredita estar a sofrer um ataque cardíaco ou prestes a morrer, o que agrava a espiral de ansiedade.

Manifestações mais comuns

  • Sintomas Cardiovasculares
    Palpitações fortes, taquicardia (coração muito acelerado) e dores no peito.
  • Sintomas Respiratórios
    Sensação de falta de ar profunda, sufoco ou hiperventilação.
  • Reações Físicas Intensas
    Tremores incontroláveis, sudorese abundante (suores), tonturas, náuseas e sensação de desmaio iminente.
  • Sintomas Cognitivos e Dissociativos
    Medo intenso de morrer ou enlouquecer, despersonalização (sentir-se fora de si próprio) ou desrealização (sentir que o ambiente é irreal).

CAUSAS E FATORES DESENCADEANTES

Fatores Biológicos

Hiperatividade da amígdala (o centro do medo no cérebro), predisposição genética e desregulação de neurotransmissores como a serotonina (hormona da "bem-estar").

Neurobiologia

Stress e Fatores Psicológicos

A acumulação de stress prolongado, quadros de burnout, luto crónico (prolongado) ou grandes transições de vida preparam o terreno para uma rutura de pânico.

Emocional

O Ciclo da Agorafobia

O medo de sofrer um novo ataque leva a evitar locais públicos (multidões, transportes, shoppings), originando frequentemente Agorafobia secundária.

Evitamento

Desencadeantes Físicos (Gatilhos)

Consumo excessivo de cafeína ou estimulantes, privação aguda de sono e oscilações hormonais rápidas podem disparar episódios repentinos.

Gatilhos
Estudo do cérebro e desregulação da resposta de luta ou fuga nos Ataques de Pânico

Quando os ataques de pânico se tornam frequentes e geram uma preocupação constante com a ocorrência do próximo, evoluem para a chamada Perturbação de Pânico.

EFICÁCIA NO TRATAMENTO
DOS ATAQUES DE PÂNICO

Resultados clínicos de excelência comprovando que o ciclo do medo pode ser travado com sucesso

80%
reportam melhorias rápidas com a combinação de Terapia Cognitivo-Comportamental e farmacologia
70%
alcançam a remissão total dos episódios de pânico em poucos meses de acompanhamento
recuperação mais rápida em casos resistentes ao aliar neuromodulação à psicoterapia
80%
recuperam a sua independência e ultrapassam a agorafobia secundária com tratamento especializado

* Dados baseados na eficácia das guidelines clínicas internacionais de saúde mental. Os resultados individuais podem variar consoante a adesão.

Fontes: dados clínicos, Craske MG & Barlow DH – Panic Control Treatment (PCT): 70–80% de remissão (APA Division 12, evidence-based treatments); Haby MM et al. (2006), Psychol Med – meta-análise de TCC em perturbações de pânico; APA Clinical Practice Guidelines for Panic Disorder; PubMed.

TECNOLOGIA E AMBIENTE TERAPÊUTICO

Avaliação Neurobiológica na Ansiedade
Estimulação Magnética Transcraniana
Neuromodulação Psiquiátrica
Abordagens Complementares
tDCS - Estimulação Eléctrica Transcraniana
qEEG Mapeamento Cerebral
Clínica Lisboa
Ondas Cerebrais
Fisiologia
Sala de Tratamento e Terapia
Espaço Bem-Estar e Recuperação

A IMPORTÂNCIA DE PARAR O CICLO DO MEDO

Ter um ataque de pânico é uma experiência aterrorizadora, e a falta de ajuda atempada gera o fenómeno do "medo de ter medo", onde a pessoa vive em alerta constante, restringindo progressivamente a sua vida e isolando-se socialmente. Isto gera falta de energia constante, e eventualmente leva ao esgotamento. Uma avaliação especializada inicial serve também para excluir patologias orgânicas (como problemas cardíacos ou de tiroide), trazendo um alívio imediato e a certeza do diagnóstico.

💡 Identificar o problema rapidamente e intervir evita o desenvolvimento de Perturbação de Pânico e de Agorafobia secundária.

Na NeuroPsyque, acreditamos que os ataques de pânico não devem "congelar" a vida. É importante a estabilização inicial dos sintomas físicos, aliada à Psicoterapia (que atua na raiz do medo) e intervenções modernas como a Estimulação Magnética Transcraniana (EMT) para modular os circuitos da ansiedade no cérebro.

Perguntas Frequentes

FAQ's sobre Ataques de Pânico

Como sei se estou a ter um ataque de pânico ou um ataque cardíaco?
Os sintomas são muito semelhantes, o que causa pânico justificável, mas as causas são opostas. O pânico é um pico súbito de adrenalina que atinge o máximo em 10 minutos, enquanto a dor cardíaca é geralmente contínua, com irradiação para o braço esquerdo, e não melhora com exercícios de respiração. No entanto, o primeiro episódio de dor torácica aguda deve ser sempre avaliado nas urgências para exclusão de risco biológico.
É possível morrer de um ataque de pânico?
Apesar de a sensação ser aterrorizadora e de parecer que vai parar de respirar ou que o coração vai ceder, é muito improvável (o corpo tem reflexos que o impedem). O corpo está num pico de alerta falso.
Quanto tempo dura um ataque?
A fase aguda, que é a pior, dura entre 5 a 20 minutos, atingindo o seu pico nos primeiros 10 minutos. No entanto, é muito comum as pessoas sentirem-se esgotadas, trémulas e ansiosas ao longo de várias horas após o episódio passar, devido à quantidade de adrenalina e cortisol libertadas no corpo.
O que devo fazer durante uma crise?
Antes de tudo, deve pedir ajuda. Tente lembrar-se que a sensação, embora horrível, é temporária. Pratique respiração diafragmática (respiração lenta e profunda pela barriga) e foque a sua atenção em algo real à sua volta (por exemplo, descrever objetos da divisão). Mudar de temperatura, como segurar num cubo de gelo ou molhar a cara com água fria, pode ajudar a "desligar" o circuito de pânico.
Como a Terapia Cognitivo-Comportamental pode ajudar?
A Psicoterapia , em especial a TCC, ajuda-o a identificar os primeiros sinais físicos do ataque de pânico e a desconstruir as crenças catastróficas que os alimentam (a raíz do problema). Através de exposição gradual aos sintomas físicos em segurança e técnicas de controlo respiratório, a pessoa "reeduca" o cérebro a não encarar a palpitação como perigo de morte. Para marcar uma avaliação diagnóstica, contacte-nos. .
Terei de tomar medicação diariamente para sempre?
Não obrigatoriamente. A medicação (como antidepressivos SSRIs ou, pontualmente, ansiolíticos) é frequentemente utilizada na fase inicial para baixar o nível de ansiedade global e impedir a frequência das crises. À medida que adquire ferramentas em psicoterapia, e sob indicação médica, a medicação pode vir a ser suspensa progressivamente.
A neuromodulação (neuroterapia) trata a Perturbação de Pânico?
Sim, terapias como a Estimulação Magnética Transcraniana (EMT) podem ser utilizadas para reequilibrar as áreas cerebrais hiperexcitáveis e os circuitos do medo, sendo especialmente recomendada em pacientes que não toleram os efeitos da medicação ou em quadros refratários (resistentes) aos tratamentos comuns.