Esclerose Múltipla: o que é e tratamento em Lisboa

ESCLEROSE MÚLTIPLA - Tratamento em Lisboa

Avaliação especializada e acompanhamento multidisciplinar para a Esclerose Múltipla em Lisboa

O QUE É A ESCLEROSE MÚLTIPLA?

Avaliação neurológica da esclerose múltipla — NeuroPsyque Lisboa

Uma doença inflamatória e desmielinizante do sistema nervoso central

A Esclerose Múltipla é uma doença neurológica crónica em que o sistema imunitário ataca estruturas do sistema nervoso central. Esta alteração compromete a transmissão dos impulsos nervosos e pode originar sintomas muito variados, com impacto na mobilidade, visão, sensibilidade, cognição e qualidade de vida no geral.

Manifestações mais comuns

  • Alterações sensitivas
    Dormência, formigueiro, sensação de choque elétrico ou diminuição da sensibilidade em diferentes zonas do corpo.
  • Fadiga e fraqueza
    Cansaço intenso, desproporcional ao esforço, associado por vezes a redução de força e intolerância à atividade.
  • Perturbações motoras e do equilíbrio
    Dificuldade em andar, desequilíbrio, rigidez, espasticidade (contrações involuntárias) e alterações de coordenação.
  • Sintomas visuais e cognitivos
    Visão turva, dor ocular, diplopia (visão dupla), dificuldades de atenção, memória e processamento mental.

PRINCIPAIS FORMAS E CARACTERÍSTICAS DA ESCLEROSE MÚLTIPLA

Forma Surto-Remissão

Caracteriza-se por surtos neurológicos agudos seguidos de períodos de recuperação parcial ou total. É a forma mais frequente no início da doença.

Mais comum

Forma Secundariamente Progressiva

Após uma fase inicial com surtos, pode surgir uma progressão gradual da incapacidade, com ou sem atividade inflamatória evidente.

Progressiva

Forma Primariamente Progressiva

Desde o início existe agravamento lento e contínuo dos sintomas, frequentemente com maior impacto na marcha e mobilidade.

Contínua

Base autoimune e multifatorial

A Esclerose Múltipla resulta da interação entre predisposição genética, mecanismos imunitários e fatores ambientais ainda em investigação.

Etiologia
Sistema nervoso central e esclerose múltipla

A apresentação clínica (tipo) varia muito de pessoa para pessoa, pelo que a avaliação individualizada é indispensável para um diagnóstico e plano terapêutico rigorosos.

EFICÁCIA DO TRATAMENTO
NA ESCLEROSE MÚLTIPLA

As terapêuticas atuais permitem um controlo significativo da atividade inflamatória e preservação funcional a longo prazo

50–70%
de redução da taxa anual de surtos com terapêuticas modificadoras de alta eficácia (natalizumab, ocrelizumab) vs placebo em ensaios controlados
85%
dos doentes com EM que realizam fisioterapia estruturada melhoram pelo menos um outcome funcional relevante (marcha, equilíbrio, fadiga ou cognição)
30%
de redução de surtos com terapêuticas de 1ª linha (interferões beta, acetato de glatirâmero) comparativamente ao placebo em meta-análises controladas
maior proteção contra progressão da incapacidade quando o tratamento modificador é iniciado precocemente após o primeiro surto desmielinizante

* A resposta individual às terapêuticas varia. O seguimento neurológico regular e a escolha do tratamento ajustada ao perfil de atividade da doença são determinantes para o prognóstico.

Fontes: dados clínicos, NIH/PubMed – Tramacere I. et al., meta-análise de rede de 23 DMTs em EM remitente-recidivante (ARR e taxa de surtos); NIH/PubMed – Heine M. et al. (2015), revisão sistemática de fisioterapia na EM (85,2% de melhoria em pelo menos 1 outcome funcional); EMA/FDA – fichas técnicas de natalizumab (Tysabri) e ocrelizumab (Ocrevus); ECTRIMS/EFNS – Guidelines de tratamento precoce na EM.

TECNOLOGIA E AMBIENTE TERAPÊUTICO

Neuroimagem e sistema nervoso central
Tecnologia clínica e neuromodulação
Abordagens terapêuticas avançadas
Reabilitação e acompanhamento multidisciplinar
Tratamentos complementares em neurologia
Mapeamento cerebral e avaliação complementar
Clínica Lisboa
Ondas Cerebrais
Fisiologia
Sala de Tratamento
Espaço Bem-Estar

IMPORTÂNCIA DA CONSULTA ESPECIALIZADA

A Esclerose Múltipla exige uma abordagem clínica especializada e próxima, tanto na fase diagnóstica como no seguimento ao longo do tempo. A consulta é fundamental para interpretar sintomas, integrar exames complementares, definir o subtipo da doença e estabelecer uma estratégia terapêutica orientada para o controlo da atividade inflamatória, preservação funcional e prevenção de incapacidade.

💡 O diagnóstico e tratamento precoces podem fazer uma diferença muito relevante na evolução clínica, na autonomia e na qualidade de vida da pessoa com Esclerose Múltipla.

Na NeuroPsyque, o acompanhamento assenta numa visão multidisciplinar, integrando avaliação neurológica rigorosa, monitorização clínica, reabilitação motora, apoio ao controlo sintomático, e estratégias para promover o bem-estar global. O objetivo é oferecer um seguimento próximo, personalizado e humanizado em cada fase da doença.

Perguntas Frequentes

FAQ's sobre Esclerose Múltipla

O que devo esperar na primeira consulta de avaliação?
A primeira consulta inclui uma análise detalhada dos sintomas, da sua evolução no tempo, dos antecedentes clínicos e dos exames já realizados. O objetivo é enquadrar neurologicamente o caso, esclarecer suspeitas diagnósticas e definir os passos seguintes em termos de estudo e acompanhamento.
A Esclerose Múltipla tem cura?
Atualmente, a Esclerose Múltipla é uma doença crónica sem cura definitiva, mas existem tratamentos muito relevantes para reduzir surtos, controlar atividade inflamatória, atrasar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida. O seguimento precoce e rigoroso é essencial.
Quais são os primeiros sinais mais frequentes?
Os sinais iniciais podem incluir dormência, formigueiros, fadiga intensa, visão turva, dor ocular, desequilíbrio, fraqueza num membro, ou dificuldade de coordenação. Como os sintomas são variáveis e diferentes de caso para caso, é importante uma avaliação neurológica sempre que surjam manifestações persistentes ou inexplicadas.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico baseia-se na história clínica, no exame neurológico e em exames complementares como a ressonância magnética, sendo por vezes necessário recorrer a outros estudos, como análise do líquido cefalorraquidiano ou potenciais evocados (PE´s). O objetivo é demonstrar a disseminação das lesões no espaço e no tempo e excluir outras causas.
Todas as pessoas com Esclerose Múltipla ficam incapacitadas?
Não. A evolução é muito variável. Muitas pessoas mantêm autonomia e qualidade de vida durante longos períodos, sobretudo com diagnóstico atempado, terapêutica adequada, seguimento regular e uma abordagem completa.
A fadiga faz parte da doença?
Sim. A fadiga intensa é um dos sintomas mais frequentes e incapacitantes da Esclerose Múltipla. Pode surgir mesmo na ausência de esforço e afetar significativamente o trabalho, a concentração, a mobilidade e a vida diária. Em muitos casos isto pode requerer ausência temporária ou prolongada do local de trabalho.
A reabilitação e o apoio psicológico são importantes?
Sem dúvida. Fisioterapia especializada, reabilitação cognitiva e treino funcional, e o apoio psicológico, podem ser determinantes para preservar a autonomia, e para lidar com o impacto emocional da doença, melhorando a adaptação ao quotidiano.
Preciso de referenciação médica para marcar consulta?
Não, não é necessário. Pode marcar diretamente a sua consulta de avaliação (Neurologia) na NeuroPsyque. Caso possua seguro de saúde, recomendamos apenas que confirme as condições da sua apólice relativamente à comparticipação. Contacte-nos para explicar o seu caso..